Em meados do século XIX, povoadores fixaram-se ao longo da estrada de ligação entre Sorocaba e o Sul do País, formando novas fazendas dedicadas a culturas diversas. Nessa época, ao sul de Itapetininga, um de seus povoadores, o Tenente Urias Emídio Nogueira de Barros, vindos do sul de Minas Gerais, do povoado de Baependi, juntamente com parentes e amigos concentrados numa extensa área, formou o antigo bairro fazenda Velha.

Maximina Nogueira Torres, filha do Tenente Urias, em homenagem ao seu marido falecido, Miguel dos Santos Terra, doou à igreja terras para construção de uma capela, sob a invocação de São Miguel Arcanjo, daí derivando o nome do povoado que se formou em torno da ermida.

A freguesia, criada em maio de 1877 no município, foi elevada à categoria de vila posteriormente, em abril de 1889. Os seus habitantes se dedicaram inicialmente ao cultivo do algodão e do trigo, até serem descobertas as jazidas de carvão, que se tornaram a nova atividade econômica do município. Com a chegada de imigrantes japoneses, a agricultura ganhou um forte impulso e readquiriu sua importância na economia local.

O seu desenvolvimento sócio-econômico iniciou-se com o cultivo do algodão, que saía da roça para descaroçamento na cidade, em beneficiadoras Nacionais e Estrangeiras, que na década de 1920, somavam 20 estabelecimentos. Essa foi a fase mais próspera do Município, e hoje a Agricultura, em especifico a uva impulsiona a economia local.

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